Sistemas Especialistas

Inteligência Artificial – Aula 2010-10-13 – Professor Helmuth Grossmann

Sistemas Especialistas

São sistemas com foco em uma área especifica, busca tomar uma decisão igual ou próxima ao de um especialista da área. São comuns em sistemas do mercado financeiro, controle de consumo cartão crédito...

Podem ser de dois tipos:
  • Baseados em Casos (SEBC): Possui um banco com diversas situações e suas soluções, ao resolver novos problemas busca por um caso similar ou igual para determinar a solução.
  • Baseados em Regras (SEBR): Aplica algumas regras para resolver a situação.

Sistemas especialistas possuem uma base de conhecimento e um sistema/motor de inferência (metodologia para encontrar solução) separados, podem tomar decisões lógicas sob imprecisão ou com falta parcial de informações. Para construir um SE é necessário primeiro sistematizar o conhecimento do especialista (criar a base de conhecimento), após permitir que o sistema aprenda (inserir novos casos ou regras) e ter um bom motor de inferência para localizar um caso similar ou (se não encontrar caso ou não usar casos) aplicar as regras.

Os especialistas devem resolver problemas difíceis, explicar os resultados, aprender, reestruturar seu conhecimento e determinar as características relevantes de seu conhecimento.

O primeiro sistema especialista (SE) foi o DENDRAL, em 1965, automatizava raciocínio sobre estruturas químicas, usado meio acadêmico. Depois (1976) veio o MYCIN, pioneiro no uso de fatores de certeza, conseguia ultrapassar um clínico de perícia médica no diagnóstico de pacientes com meningite utilizando critérios (regras) para identificar 3 diferentes causas, este foi o software que deu impulso para investimentos nos sistemas especialistas. Em 1982 também ficou bastante conhecido o XCON, usado para configurar sistemas computacionais complexos. A partir dos anos 90 muitos SE's passaram a utilizar a lógica fuzzy, em busca de soluções mais precisas, rápidas e confiáveis, os SE's passaram também a utilizar soluções mistas com casos e regras.

Em Singapura, desde 1980, SE's são utilizados em setores bancários, financeiro, manufatura... no Japão sistemas com lógica difusa estão crescendo nos eletrodomésticos, na Alemanha são utilizados principalmente em indústrias pesadas. Nos EUA os SE's tem ênfase para o problema de “solução de negócios” e sistemas “ativos”, sistemas colaborativos com ampla base de conhecimento e compartilhamento do mesmo, exemplo sistemas de suporte a equipamentos HP, Dell...

No Brasil podemos citar os SE's :
  • Análise de crédito bancário (Pereira, 1995);
  • Análise de hepatopatias crônicas (Vieira, 1996);
  • Análise química qualitativa de minerais (Fernandes, 1996);
  • Sistema de apoio ao diagnóstico de problemas em computadores (Grossmann, 2001);

Outros exemplos/possibilidades:
  • Cálculos de penas no sistema judiciário;
  • Prospecção e detecção de petróleo;
  • Manutenção de redes de energia;
  • Classificação de pisos cerâmicos (UFSC);
  • Análise da qualidade de amostras de milho;
  • Análise de motores de compressores;
  • Diagnóstico médico;
  • Cotações de seguros...

Bom pessoal, eu vou me dedicar a criar um SE para operações com análise técnica em bolsa de valores, é possível também criar com análise fundamentalista (não conheço muito), ainda não decidi se vou usar apenas com regras, com casos, misto (mais provável), com lógica fuzzy, redes neurais etc, ainda preciso estudar mais. Até!