Razões para não Investir em Poupança

O investimento em poupança é um dos piores investimentos quando se trata de rentabilidade, tendo meses de rentabilidade é negativa ao descontar a inflacão. E porque tanta gente investe nisso? Eu acredito que seja por falta de conhecimento e por comodidade, a maioria pessoas não conhecem outros investimentos e/ou não procuram conhecer.

Mas a poupança não é de todo ruim, para as pessoas que ainda estão dando seus primeiro passos em investimentos e começando a guardar dinheiro a poupança é um bom lugar para "investir", pois se não dá lucro ao menos corrige a inflação, na maioria das vezes, alguns anos não... caso 2010.

Bom, vi este post da Infomoney e resolvi compartilhar as 10 razões levantadas pelo educador financeiro Álvaro Modernell, sócio-diretor da Mais Ativos, já faz um tempo que queria escrever algo sobre isso aqui.

1. Baixa rentabilidade
Segundo o educador, opções como o Tesouro Direto podem oferecer rentabilidade superior à poupança, mas “com segurança e liquidez compatíveis”.



2. Maior maturidade para o mercado de ações
Para Modernell, muitos brasileiros já têm mais consciência sobre os riscos e potenciais do mercado de ações e deveriam incluir essa opção nas suas cestas de investimento.

3. Necessidade de diversificação
Segundo o o especialista, em qualquer situação vale a pena diversificar, mantendo uma parte reduzida na poupança, mas avaliando outras alternativas mais rentáveis.

4. Queda dos patamares de juros internos
Modernell lembra que há alguns anos, diferenças de 2% ou 3% no rendimento anual entre um tipo de investimento e outro não eram tão significativas. Atualmente, podem representar 20% ou 30%, até mais, em números relativos.

5. Boas perspectivas econômicas
As perspectivas econômicas e políticas do Brasil indicam um longo período de relativa estabilidade e crescimento. "Com riscos macroeconômicos menores, o investidor não precisa ser tão conservador", diz.

6. Solidez do SFN
De acordo com o profissional, a solidez do SFN (Sistema Financeiro Nacional) indica que o investidor pode acreditar e investir em outros produtos, "evitando sempre os mais exóticos ou poucos tradicionais", afirma.

7. Aportes na previdência
A necessidade de aportes e incremento na previdência privada visando o futuro pessoal/familiar, dado o aumento da longevidade da população.

8. Mais educação financeira
Segundo o especialista, a melhoria dos índices de educação financeira da população faz com que outros investimentos possam ser analisados como alternativa à caderneta de poupança. "Essas parcelas privilegiadas já perceberam as limitações de rentabilidade da poupança", diz.

9. Queda do poder aquisitivo da poupança
Para Modernell, os riscos de aumento da inflação, mesmo que ainda em patamares “civilizados”, estão descolando os índices que acompanham a inflação dos produtos e serviços da TR, o índice que corrige a poupança, fazendo com que os recursos que permanecem na poupança percam poder aquisitivo.

10. Estímulos fiscais
As melhorias e os estímulos fiscais que vêm sendo oferecidos à população para que façam aplicações de médio e longo prazo e, em contrapartida, obtenham redução nas alíquotas de impostos a pagar.


Sobre o item 3, reforço que diversificar um pouco é bom, mas depende dos seus objetivos, diversificar demais pode acabar complicando muito o controle e diminuindo o lucro. Sobre este último motivo (10), muitos dão como vantagem para poupança o fato de ser isento de IR (Imposto de Renda), mas se esquecem que existem vários outros investimentos de renda fixa que também são como o CRI, LCI e LCA, que são isentos para pessoa física.

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